segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cantor do Katinguelê teve de se afastar dos amigos por causa do crack

Já analista de negócios prefere dividir com poucos o passado em que gastava R$ 300 em pedras
     
     
 Artur Rodrigues

 Fonte:  O Estado de São Paulo
         
SÃO PAULO - O crack levou o ex-integrante do grupo de pagode Katinguelê, Nelson Laurindo Júnior, de 42 anos, o Juninho do Banjo, para debaixo do Minhocão. "Cheguei a ficar dois meses sem tomar banho. Pesava 45 quilos", lembra ele, hoje com 76 quilos. Compositor de sucessos dos anos 90, como a música 'Inaraí', Juninho costumava torrar em pedras todo o dinheiro dos direitos autorais.
Depois de sete anos de crack, passou a primeira noite sem drogas amarrado a uma cama. Foi levado pela família a uma clínica no interior, onde buscou na reza o conforto. "Era terrível, eu tinha muitos sonhos com droga, o gosto vinha na boca. Era como se meu corpo estivesse cheio de pulgas, coçava, estourava caroço, saíam feridas. Isso durou um mês", relata.



'Hoje, não troco meu pior dia limpo'

Analista de negócios de uma multinacional, R., de 33 anos, divide seu passado com poucos. Ele prefere que só os íntimos saibam do período em que chegava a gastar R$ 300 diários em pedras. "Minha mulher ia trabalhar e eu ficava o dia inteiro usando drogas. Usava 24 horas", conta ele, há dois anos longe do crack.

Antes de conseguir livrar-se da droga, passou por vários tratamentos, teve recaídas e até tentou o suicídio. Em uma chácara, enfrentou a abstinência com ajuda de vários medicamentos e assistência psiquiátrica. "Agora, levo uma vida normal. Não troco meu pior dia limpo pelo meu melhor dia no uso", conta.

Em Limeira, interior de São Paulo, a Ong Unidos Contra o Crack, coordenação Pastor Nilton Santos, realiza trabalho de recuperação e conscientização sobre o mal das Drogas.
          

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dia 10 de outubro de 2016, começa a publicação deste estudo e os 5 passos para a cura! Não percam


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Psiquiatra admite eficácia de tratamento contra vícios

Após participar de encontros na Universal com ex-usuários de drogas, o médico Davi Vidigal elogia trabalho coordenado por Cláudio Lana

“Vício tem cura.” Essa foi a afirmação que despertou a curiosidade do médico psiquiatra e palestrante Davi Vidigal sobre o Tratamento da Cura dos Vícios, oferecido aos domingos, na Universal da João Dias, em São Paulo (SP). (foto ao lado) Com experiência de 25 anos na área de psiquiatria, Vidigal conta que se surpreendeu com o trabalho desenvolvido com dependentes de álcool e drogas.
“O fato de colocar para um dependente que ele pode obter a cura e superar esse obstáculo permite que ele levante a cabeça e não se sinta um derrotado, mas sim um vitorioso. Isso é essencial para que o tratamento dê certo. Achei fantástico”, diz.
O psiquiatra critica métodos que consideram a dependência um problema sem solução. “Sempre achei lamentável qualquer tipo de tratamento que mostre que a pessoa é incapaz, que ela jamais vai conseguir”, afirma.
Ele acrescenta, entretanto, que não se deve descartar os conhecimentos da medicina. Vidigal aconselha que até pessoas que já conseguiram parar de usar drogas passem por consulta médica para eventuais diagnósticos de doenças relacionadas à dependência.
O psiquiatra elogia o acompanhamento feito com participantes dos encontros dominicais na Universal. “O dependente é motivado a superar o desejo pela droga e começar a fomentar outros valores em sua vida. E as reuniões durante a semana oferecem suporte emocional”, analisa.

Trajetória
Há dois anos, Vidigal faz viagens pelo Brasil e por  outros países da América do Sul, a bordo de um motorhome, em busca de ações do bem, que promovam a felicidade e a qualidade de vida para as pessoas. A atividade faz  parte do projeto Happy Trip World – a psiquiatria sem fronteiras.  “Encontrei no Tratamento da Cura dos  Vícios uma grande ação do bem”, resume. “É diferente do que diz a medicina sobre dependência, mas, do ponto de vista prático, é extremamente eficiente”, revela.

“Não tem preço”
Durante um encontro do tratamento, Vidigal fez questão de dar um depoimento, que está disponível na rede social de vídeos YouTube. Ele admitiu que já teve preconceito com relação à Universal. “É muito fácil criticar aquilo que a gente não conhece, eu próprio o fazia. Mas quero dizer o seguinte: não tem preço uma vida salva. Todo mundo que tem um familiar com problema de droga e quem vive com esse problema conhece a dor, a frustração que é ir ao médico e, menos de três minutos depois, ele te mandar embora com uma receita na mão. Sabe como é frustrante ficar internado em hospital psiquiátrico longe de tudo, sair e recair. Não tem preço o que é feito aqui”, declarou.
Eficiência
Responsável pelo Tratamento da Cura dos Vícios, Cláudio Lana (foto ao lado) destaca o diferencial do trabalho desenvolvido na Universal. “Nós provamos a eficácia da fé na recuperação de dependentes químicos. Por que não recorrer à fé, quando outras instituições afirmam que vício não tem cura?”, questiona.
Lana conta que apresentou ao psiquiatra cerca de 15 pessoas que superaram vícios por meio do tratamento. “Davi Vidigal conheceu diretamente vários casos, conversou com as pessoas, fez perguntas. Algumas disseram que tiveram várias internações, tomaram remédios e passaram por psiquiatras antes de chegar à Universal”, conta.
Quatro décadas

Wilson Coelho, de 60 anos, (foto ao lado) viveu mais de quatro décadas de luta contra o vício em drogas. Durante o período, ele passou por quatro overdoses, tentativa de suicídio e várias internações em clínicas de recuperação. “Comecei com 12 para 13 anos. Primeiro foi bebida, cigarro, depois maconha, anfetaminas, experimentei todo tipo de droga. De uns anos para cá, era cocaína, cheirava 15, 20, 30 pinos e bebia duas garrafas de cachaça todos os dias. Uma médica disse que meu corpo criou uma enzima, uma tolerância à droga”, relata.
Por causa do vício, ele abandonou os estudos no ensino fundamental e passou muitos períodos afastado do trabalho. A relação com as duas filhas e a família não era boa. “Era muito sofrimento. A prioridade do dependente não é família, filho, esposa. A droga substitui tudo que está em primeiro lugar no seu coração. Minha vida sempre foi uma piada”, explica.
Wilson revela que sua vida mudou há um ano e cinco meses, quando ele aceitou o convite do irmão para participar do Tratamento da Cura dos Vícios.
“Na hora em que cheguei já senti um impacto, vi pessoas sendo curadas.” Um dia depois, ele diz que já não sentia vontade de usar cocaína. “Acordei sem vontade de cheirar, de beber, uma coisa inexplicável. Em 40 anos aquilo nunca tinha acontecido. Então, agarrei isso com as duas mãos e os dois pés e pensei: ‘estou curado’”, argumenta.
Desde então, ele nunca mais deixou de frequentar os encontros na Universal. “É uma coisa tão preciosa, é coisa de Deus mesmo. Agora, até o cheiro de bebida me faz mal. Tive mudanças físicas e de atitude, não ando mais com as mesmas pessoas, voltei a me aproximar das minhas filhas, engordei 35 quilos. As pessoas vão dando credibilidade aos poucos para você”, conclui.
Em Limeira, interior de São Paulo, a Ong Unidos Contra o Crack, coordenação Pastor Nilton Santos, realiza trabalho de orientação às famílias de jovens que se envolveram com drogas.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Ex-integrante do Raça Negra vira morador de rua após deixar grupo

Edson Café, compositor da música "Oi Estou te Amando", foi excluído da banda por conta dos seus problemas com drogas




Divulgação
                        
Edson Café ex-integrante Banda Raça Negra

  
Após grande sucesso como integrante do grupo Raça Negra, o músico Edson Café passou a morar nas ruas de São Paulo desde quando deixou a banda, em 2005. O compositor da música “Oi Estou te Amando” afirmou ao programa “Câmera Record” que atualmente dorme na praça “olhando para as estrelas”. 
Durante entrevista ao programa, Edson Café relembrou dos tempos de “ouro” em que dormia em hotéis cinco estrelas. Atualmente, o o músico conta que só faz uma refeição por dia. ''Tem dia que eu almoço e num janto. Tem dia que eu janto e não almoço'', afirmou o músico.
Os outros integrantes da banda excluíram Café do grupo por seus problemas com as drogas. “Eu não abandonei minha família. Eu me auto abandonei”, disse.
Edson Café acompanhou, como integrante, a fase de maior sucesso da banda durante os anos 90, em que canções como ‘’Cigana” e “Cheia de Manias” eram as mais tocadas nas rádios.
Fonte: Redação O POVO Online