segunda-feira, 22 de agosto de 2016

FJU realiza campanha contra o crack em todo o Brasil

Mais de 60 mil jovens participaram da ação no País inteiro

Fonte:          Folha Universal
Já imaginou você estar andando pelas ruas da sua cidade e se deparar com inúmeros zumbis? Parece até cena de filme, não é mesmo? Mas foi o que aconteceu em todo o Brasil nos dias 31 de julho e 7 de agosto.
A Força Jovem Universal (FJU) realizou uma mobilização social chamada "Brasil sem Crack". A campanha teve o objetivo de ilustrar o quão prejudicial é para uma pessoa o uso das drogas, em especial o crack. No final de 2015, o número de usuários já chegava a 2 milhões. O Brasil está no topo do ranking do consumo da droga, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas do Álcool e outras Drogas (Inpad).
Como forma de alerta para a população, os voluntários da FJU se caracterizaram de zumbis, fazendo uma alusão ao estado que a droga deixa o dependente. Muitos desses jovens um dia foram usuários e hoje estão livres. Eles carregavam cartazes com dizeres como “Eu já fui um jovem usuário, hoje estou livre”. Outra forma de chamar atenção para a iniciativa foram os “flash mobs” (quando um grupo de pessoas dança uma coreografia em um local público), ao som da música Thriller, de Michael Jackson.
O bispo Marcello Brayner, responsável pela FJU no Brasil, explica o motivo da comparação com os zumbis. "O termo zumbi se refere a um corpo vivo, porém sem alma. É dessa forma que muitos vivem hoje em virtude dos vícios. Tornaram-se corpos sem vida, sem motivação, controlados pelo impulso de preencher algo que falta em sua alma. Tragam um cachimbo de crack, mas, na realidade, é o crack que tem tragado a vida deles. Trouxemos às ruas de todo Brasil jovens caracterizados dessa forma para ilustrar a gravidade da situação que vivemos. Entre eles temos milhares de jovens recuperados e libertos para mostrar que há solução", enfatizou.
“Zumbis” por toda parte
A ação aconteceu em todos os Estados brasileiros. Em Minas Gerais, por exemplo, a ação foi realizada na Praça da Pampulha; em São Paulo na Avenida Paulista; no Rio de Janeiro, a ação aconteceu no Parque de Madureira; e, no Pará, o local escolhido foi o Portal Amazônia.
As pessoas se aglomeravam ao redor dos "zumbis" a cada apresentação. Estima-se que em todo o território nacional mais de 60 mil voluntários saíram às ruas para participar da mobilização e que mais de 150 mil pessoas foram alcançadas nos parques e avenidas.
Para a produtora Marta Nascimento, que passava pela Avenida Paulista no momento da ação da FJU, o evento foi admirável. “Quando vi, chamou minha atenção. Acho esse tipo de ação positivo, já que busca conscientizar as pessoas. Ainda mais nesse lugar que atrai tanto público. É uma questão de cidadania”, ressaltou.

Em Limeira interior de São Paulo a Ong Unidos Contra o Crack, coordenação Pastor Nilton Santos,  realiza trabalho de recuperação com  jovens envolvidos com crack e orientação as famílias que infelizmente sofrem com pessoas que são atingidas por esse mal chamado Drogas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quando o filho vira um problema

O astro de Hollywood Michael Douglas já enfrentou várias dificuldades por causa do comportamento do filho, Cameron. Confira histórias de quem também viveu esse drama

Na comédia norte-americana Acontece nas Melhores Famílias, o advogado Alex Gromberg, interpretado pelo ator Michael Douglas, tenta superar conflitos em suas relações familiares. O filme tem no elenco Cameron Douglas e Kirk Douglas, filho e pai de Michael, respectivamente. O primeiro vive Asher, um adolescente que se envolve com drogas.
Como na ficção, o ganhador do Oscar, Michael Douglas, de 71 anos, também enfrenta desafios. Recentemente, a imprensa norte-americana anunciou que Cameron Douglas, de 37 anos, foi solto após cerca de sete anos de prisão. Em 2010, ele foi condenado a cinco anos de detenção por posse de heroína e venda de metanfetamina. A pena foi aumentada em 2011 por contrabando de drogas para dentro do presídio.
Da fama para a cela
Segundo a coluna Page Six, do jornal New York Post, Cameron se prepara para escrever um livro sobre sua trajetória. “Cameron vai falar sobre sua luta sendo filho e neto de ícones de Hollywood e, em seguida, das más decisões que o levaram para a cadeia e depois para a solitária. Ele está mantendo a discrição após a sua libertação e tem planos de passar um tempo com seu pai e sua mãe. Ele acredita que este é um novo começo e uma chance de uma nova vida”, disse uma fonte à colunista Emily Smith.
Em 2010, no período do julgamento, Michael Douglas entregou uma carta ao juiz afirmando que a infância de Cameron foi vivida durante um “mau casamento” e que o jovem “sofreu a pressão de encontrar a própria identidade tendo um pai famoso.” O ator também assumiu “ser um mau pai” publicamente, segundo o site do jornal Daily Mail.
Embora os filhos sejam capazes de fazer as próprias escolhas, a psicóloga Paula Emerick confirma que eles podem ser influenciados pelos pais. “Consciente ou inconscientemente, os pais sempre afetarão seus filhos, seja para promovê-los, seja para produzir neles algum tipo de sofrimento. A qualidade desse relacionamento possibilitará ou impedirá uma vida adulta saudável. As experiências da infância, vividas principalmente até os 7 anos de idade, com certeza influenciarão as escolhas e o comportamento dos filhos”, avalia a especialista, que é presidente-executiva da Solace Institute, no Rio de Janeiro (RJ).
Nenhum pai ou mãe poderá decidir todos os caminhos do filho. Contudo, é possível reduzir as chances de que eles façam más escolhas. Para isso, a psicóloga sugere que os pais invistam tempo na boa relação com os rebentos. Isso inclui dar amor e carinho, elogiar e formar hábitos positivos. “Boas relações geram intimidade, intimidade gera confiança, confiança gera o compromisso e o compromisso gera lealdade. Se os filhos são acolhidos pelos pais com legitimidade, eles terão neles grandes e confiáveis conselheiros”, ensina. Ela ainda diz que alguns erros podem afetar o futuro dos filhos, como ausência de limites, mau exemplo de conduta, falta de comunicação e mentiras.
Nas melhores famílias 
Como indica o filme norte-americano, nenhuma família está livre de problemas. Nem mesmo as cristãs. Durante quatro anos, o cotidiano da família de Marcelo Augusto Amaral (foto ao lado com seus pais) foi marcado por brigas. O jovem de 20 anos era o causador dos conflitos. “Comecei a ver muitos amigos fazendo coisas que eu nunca tinha visto e aquilo despertou minha curiosidade. Comecei a me envolver com más companhias, ia para baladas, bebia muito, era muito nervoso”, relembra.
A mãe de Marcelo, Andrea Amaral, de 48 anos, conta que a mudança do filho começou quando ele tinha 14 anos. “Nossa relação passou a ser bem conflituosa. O Marcelo causava muita confusão e tristeza para nós. Ele começou a ter um comportamento totalmente contrário à vida que levávamos, arranjava problema em todo lugar. Eu era chamada na escola toda semana”, detalha.
Marcelo diz que enxergava a educação que recebia dos pais como “muito rígida”. “Eles me seguravam muito, eram rígidos, aí veio aquela vontade de extravasar, de aparecer”, explica.
Aos poucos, os desentendimentos com o filho se tornaram frequentes. A sensação de impotência dos pais também cresceu. “Pensávamos que os exemplos cristãos seriam suficientes para que ele soubesse o que era certo e o que era errado. Ele sempre teve de tudo, mas isso não era garantia”, desabafa o pai, José Marcelo do Amaral, de 51 anos.
Fundo do poço
Segundo o casal, o momento mais difícil foi quando Marcelo chegou em casa alcoolizado. “O pai teve que trocar a roupa dele e carregá-lo. Foi uma decepção imensa. Apesar de tudo, não desistimos dele. Fazíamos nossas orações, nossos votos. Lutamos com Deus”, revela a mãe.
“O que mexeu comigo mesmo foi quando eles começaram a ter ciência de tudo que eu fazia e disseram que eu era uma vergonha. Vi meu pai chorando porque cheguei embriagado”, diz o jovem.
José Marcelo conta que o comportamento do filho levou o casal a repensar as próprias atitudes. Em vez de cobranças, eles investiram no diálogo. “Andrea acreditava em uma educação mais rígida e eu era muito liberal. Buscamos equilíbrio e entramos em um acordo. Incluímos mais conversa e um apoio mais próximo ao nosso filho”, conta.
Transformação total
Além de manter a fé, o casal conta que passou a frequentar a palestra Transformação Total de Pais & Filhos, ministrada pelos escritores e palestrantes Renato e Cristiane Cardoso no Templo de Salomão, em São Paulo (SP). “Tivemos que fazer a nossa parte, ter paciência e perseverança, mesmo quando a vontade era dar uma surra nele”, confessa Andrea.
A nova tática deu certo. “Minha primeira atitude foi usar a ferramenta que sempre tive nas mãos, a fé. Mudei meu comportamento, comecei a valorizar minha família”, revela Marcelo. Após dois anos, ele garante que mudou. “Estou cursando faculdade de Direito. Sei que é possível ter uma vida completa e fazer a diferença sem colocar a vida em risco”, conclui. O pai diz que está mais atento: “dedico mais tempo ao Marcelo e procuro entender os conflitos. Sempre temos algo para melhorar.”
O que fazer?
A estratégia adotada por José Marcelo e Andrea com o filho é a mais indicada por Renato e Cristiane Cardoso. Segundo eles, gritos e agressões apenas afastam os filhos e estimulam a mentira. Já o diálogo é capaz de fortalecer a relação. “Gritos não criam um clima bom em casa. Quando os pais gritam, eles pensam que estão tomando o controle, mas na verdade eles mostram aos filhos que perderam o controle. Gritar é um péssimo exemplo em qualquer situação”, destaca Renato.
Outro erro cometido pelos pais é tentar encaixar os filhos nos próprios sonhos. Segundo Cristiane, a atitude impede muitos genitores de “enxergar” o filho. “Quando você planeja muitas coisas para seu filho e coloca na cabeça que tem que ser daquele jeito, você começa a ficar ansiosa e frustrada quando o oposto acontece”, avalia a escritora, acrescentando que o ideal é buscar compreender as necessidades específicas de cada filho.
Gritos
A aposentada Maria das Graças Romero, de 59 anos, enfrentou muitos desafios durante a juventude do filho, o pastor Alexandre Romero, de 32 anos. (Foto ao lado com sua esposa) Ela conta que episódios de gritaria eram comuns em casa. “Ele não me ouvia. Então, eu gritava com ele e ele gritava mais ainda. Eu não entendia por que ele tinha raiva de mim. Eu dava cursos para ele, fazia tudo o que podia. Ele chegou a quebrar coisas dentro de casa”, desabafa a mãe.
Alexandre confirma as dificuldades. “Tinha muitos problemas em casa com a minha mãe. Várias vezes tive vontade de matá-la. A minha casa era um verdadeiro inferno. Ela tinha medo de mim e eu tinha medo dela. Eu sentia um vazio muito grande”, diz.
O pai de Alexandre morreu quando ele tinha 4 anos. Segundo ele, os conflitos domésticos o estimularam a beber e a usar drogas. “As pessoas ao redor não imaginavam que eu me sentia assim, afinal de contas eu fazia questão de ostentar uma imagem de jovem feliz e popular”, revela.
Maria das Graças conta que demorou para perceber os problemas do filho. “O Alexandre começou a se viciar perto de casa. Ele frequentava festas da vizinhança. Eu permitia que fosse, mas não sabia que ele bebia. Era muitoingênua”, relembra.
Além do álcool, Alexandre passou a usar drogas, como maconha, cheirinho da loló e ecstasy. Aos 15 anos, ele teve o primeiro coma alcoólico. O segundo ocorreu aos 17 anos. “Comecei a frequentar prostíbulos, boates, micaretas, pagodes, bailes funk e festas rave.” A vida de excessos do rapaz o afastava mais da mãe. “Ele era um menino tranquilo durante a infância, foi até coroinha na Igreja Católica. Depois, ele se envolveu com más companhias. Eu corria atrás dele, orava, cobrava, mas tudo se repetia”, conta.
A situação se tornou insustentável quando Alexandre teve uma overdose durante uma rave. “Nesse dia eu misturei de tudo: ecstasy, anfetamina com vodka, LSD, maconha e cerveja. Enquanto o meu corpo estava na enfermaria, vi nitidamente os anjos da morte vindo buscar a minha alma. Entrei em total desespero e clamei a Deus por socorro”, explica ele.
Maria das Graças conta que já não suportava mais o comportamento do filho. “Eu falei para ele, ‘se quiser morrer, vai sozinho, estou cansada’. Aí, graças a Deus, apareceu a Eduarda, que já tinha sido namorada dele. Ela estava na Universal e o convidou para as reuniões. Ele começou a ir e gostou”, fala, aliviada.
O pastor conta que o mais difícil foi se afastar das antigas amizades, mas teve o apoio de outros jovens do grupo Força Jovem Universal (FJU). “Encontrei pessoas que acreditaram em mim. Elas me apoiaram, tiveram paciência comigo e se tornam a minha nova família.” Há quatro anos, ele se casou com Eduarda. Ele também se reconciliou com a mãe. “Hoje, meu filho é o meu melhor amigo. Se eu pudesse voltar no tempo, escolheria estar mais presente na vida dele”, confessa.
Hoje, o pastor Alexandre orienta jovens do grupo FJU em Cabo Frio (RJ). “A melhor herança que os pais podem dar é a educação da fé. Muitos esquecem da formação do caráter e é isso que molda o comportamento moral e a conduta espiritual das pessoas”, conclui.

Em Limeira, interior de São Paulo, a Ong Unidos Contra o Crack, coordenação Pastor Nilton Santos, realiza trabalho junto a jovens e familiares de pessoas que sofrem com esse mal chamado Drogas.
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

VAMOS EM FRENTE!!!

Nilton Santos Coordenador Ong Unidos Contra o Crack Limeira

"Limeira te quero sem Drogas!"