sexta-feira, 20 de março de 2015




Bebê que engoliu pedras de crack continua na UTI

Criança de 1 ano e quatro meses está em estado grave, mas estável, no Hospital Pequeno Princípe, em Curitiba. A mãe, de 21 anos de idade, está presa em Paranaguá




A criança de 1 ano e quatro meses que engoliu cinco gramas de crack e está internada no Hospital Pequeno Príncipe (HPP), em Curitiba, desde a madrugada de terça-feira (17), continua em estado grave, porém estável, informou a assessoria da instituição no fim da tarde desta quinta-feira (19). A mãe do menino, de 21 anos e grávida de oito meses, continua presa na delegacia de Paranaguá, no Litoral do estado.
Segundo a Polícia Civil da cidade, a mulher deve responder, inicialmente, por abandono de incapaz e maus-tratos. Ainda segundo a polícia, a mãe do menino teria encontrado o filho nos arredores da residência, agitado e com “cheiro de crack na boca”. Após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital de Paranaguá, ainda na segunda-feira (16), o garoto foi transferido para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde há tratamento adequado para o caso.
“Nós tivemos que separá-la com medo de que ela tentasse se matar porque ela só chora, está desesperada”, explicou uma agente do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente que não quis se identificar.
De acordo com a polícia, a mãe da criança teria admitido, em depoimento, ser traficante de drogas.

Efeitos

A pediatra Maria Cristina da Silveira, do HPP, explicou que a intoxicação por crack pode gerar depressão do sistema nervoso central, das funções cardíacas, convulsões e vários outros sintomas. “As crianças muito pequenas podem sofrer essa intoxicação ao inalar a fumaça ou engolir a pedra e o quadro clínico vai depender da quantidade consumida, do nível de intoxicação”, esclarece. A pediatra explicou também que não existe um nível máximo que o organismo suporta, os limites variam de acordo com o tamanho da pessoa e a quantidade de droga consumida. Maria Cristina que quando uma intoxicação como essa é constatada, a vítima deve ser levada imediatamente ao hospital, em jejum, para que seja feita uma lavagem estomacal.

Os perigos de uma atitude desmedida

O consumo de álcool no Brasil supera a média mundial. Ainda assim, jovens bebem de forma exagerada, sem medir as consequências

Toda ação tem uma reação. Quantas pessoas tomam decisões e atitudes sem pensar nos efeitos? Quantas tragédias poderiam ser evitadas se as consequências fossem medidas? O preço que o estudante Humberto Moura Fonseca pagou pelo ato cometido foi bastante alto.
Aluno do curso de engenharia elétrica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Humberto morreu após ingerir grande quantidade de álcool em uma festa universitária realizada na cidade de Bauru (SP). Testemunhas contaram que o estudante havia tomado mais de 30 doses de vodca em competições que incentivavam o consumo. No local, bebidas eram distribuídas gratuitamente aos participantes. Outras três pessoas que estavam no mesmo evento foram internadas em estado grave.
A morte em decorrência do consumo de bebidas alcoólicas não é um caso raro ou isolado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o álcool matou 3,3 milhões de pessoas em todo o mundo só em 2012. Os especialistas da própria OMS alertaram que beber eleva o risco de desenvolver mais de 200 doenças, além de outras consequências negativas, como acidentes de trânsito e violência.
Outro caso que chamou atenção nas últimas semanas, foi o do jovem acusado de agredir um homem, de 82 anos, na cidade de Santo André (SP). Ítali Paschoalini levou cinco pontos na cabeça. Segundo o idoso, o jovem Eduardo Baionne, de 19 anos, o atingiu com socos e pontapés. Baionne participava de uma festa universitária e estava supostamente alcoolizado.
O estudante estava urinando na porta da casa do idoso, que o pediu para parar. O pedido foi ignorado e Paschoalini pegou uma mangueira para lavar a calçada e molhar o jovem. Baionne irritou-se com a atitude do idoso e se descontrolou. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Santo André. Esse é mais um exemplo de como o uso da bebida pode ser prejudicial e destrutivo.
A cultura de que é preciso beber para interagir socialmente, para fazer amigos ou para ficar desinibido, reforça ainda mais a atitudes de jovens como Humberto, que bebeu de forma desmedida. Contribui também para ações violentas – a agressão, qualquer que seja, é o reflexo do descontrole emocional e nada tem a ver com o uso da razão.
Não é necessário ser durão para consumir qualquer bebida. É preciso ser durão e firme para saber recusá-la. O consumir álcool em excesso não traz benefícios. Ao contrário, causa boa parte das mortes no trânsito, gera conflitos, brigas e leva a comportamentos de risco, como sexo desprotegido e uso de substâncias ilícitas. Se não traz benefícios, para que consumir?

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Bebê engole pedras de crack e corre risco de morrer

 

Uma criança de 1 ano e quatro meses está internada na UTI do Hospital Pequeno Príncipe , em Curitiba, em estado grave

    

     
  • especial para a Gazeta do Povo
Texto publicado na edição impressa de 01 de março de 2015
Uma criança de 1 ano e quatro meses está internada na UTI do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos após ingerir cinco gramas de crack, em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Na noite de terça-feira (17), surgiram boatos de que o menino teria morrido, mas a assessoria de comunicação do hospital afirma que, apesar de grave, o quadro dele é estável. A criança está sob os cuidados da avó.
A mãe do menino, de 21 anos e grávida de oito meses, foi presa ainda no hospital de Paranaguá e, segundo a Polícia Civil da cidade, deve responder, inicialmente, por abandono de incapaz e maus-tratos. Segundo a polícia, a mãe do menino teria encontrado o filho nos arredores da residência, agitado e com “cheiro de crack na boca”. Após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital de Paranaguá, o garoto foi transferido para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde há tratamento adequado para o caso.
“Nós tivemos que separá-la com medo de que ela tentasse se matar porque ela só chora, está desesperada”, explicou uma agente do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente que não quis se identificar.
Ainda de acordo com a polícia, a mãe da criança teria admitido, em depoimento, ser traficante de drogas.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Jovem morre e três são internados após ingestão excessiva de álcool

Estudante cursava engenharia elétrica em Bauru.