segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ex-intérprete do Palhaço Bozo diz que usava 30 pedras de crack por dia

Ator Marcos Pajé revelou que já entrou no ar sob efeito de drogas entre os anos 1983 e 1986 no SBT

O DIA
São Paulo - O ator Marcos Pajé, que interpretou o palhaço Bozo entre os anos 1983 e 1986, revelou que já entrou no ar sob efeito de drogas. "Foi a maior honra fazer o personagem. Mas, na época, eu já era usuário. Eu usava 30 pedras de crack por dia, cinco dias direto. Eu ficava sem dormir, sem comer e emagreci muito. Eu perdi tudo. Só não perdi a dignidade", revelou o ator em entrevista à Record .
Além do crack, Marcos Pajé ainda revelou ter sido viciado em cocaína e, apesar de se considerar em recuperação, admite que ainda sente vontade de usar. "A abstinência causava fortes dores no corpo. Eu me considero em recuperação, ainda tenho vontade e, se eu disser que não, é mentira", afirmou Pajé.
Ator que interpretava Palhaço Bozo diz que já entrou no ar sob efeito de drogas
Foto:  Reprodução / Record
Na entrevista ao programa "Câmera Record", o ex-intérprete do Bozo também relatou momentos difíceis vividos após perder a namorada. "Ela não sabia que eu usava cocaína. Quando ela me deixou foi quando eu me perdi mesmo", disse.
Ao voltar à comunidade onde comprava drogas, na Zona Norte de São Paulo, Marcos Pajé relatou a preocupação com a segurança pessoal. "Comecei a vir buscar droga aqui e acabei ficando. Consumia droga e dormia aqui. Quando você é viciado em drogas, você tem sempreque andar com as costas viradas para a parede", disse.
O programa "Bozo" estreou no dia 15 de setembro de 1980 e ficou no ar até março de 1991. Em 2012, o SBT relançou a atração, mas sua última transmissão foi em 2013, quando o personagem foi interpretado pelo ator Jean Santos.
"UNIDOS CONTRA O CRACK" MAIS UM EVENTO DE SUCESSO
Coordenado pelo Pastor Nilton Santos evento foi realizado na IURD do CECAP
Foto de Ednei Aparecido Peteira.
 
 
  Sucesso total com participação de centenas de pessoas foi realizado domingo dia 5 de julho na  IURD do bairro Cecap na cidade de Limeira, interior de São Pàulo, mais um evento da ong Unidos Contra o Crack que tem como coordenador o Pastor Nilton Santos, muitos jovens crianças, idosos, participaram do culto e logo após participaram de várias atividades desenvolvidas pela Ong que tem como lema, a luta para acabar com esse mal que destrói famílias e que mata nossos jovens, as Drogas.
Parabéns ao Coordenador Nilton Santos e todos os seus voluntários que colaboraram para o evento da família, e Vamos em Frente!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 16 de junho de 2015



Autoridades perdem o controle da venda e do consumo do crack no RS

Os pontos de venda migraram da periferia para as áreas centrais.
Droga é vendida na cara de todo mundo, em uma espécie de feira livre.

Jonas CamposPorto Alegre, RS



Em Porto Alegre, a venda e o consumo do crack estão ficando fora do controle das autoridades. Os pontos de venda da droga migraram da periferia para as áreas mais centrais e o crack é vendido na cara de todo mundo, em uma espécie de feira livre.
saiba mais
 
Em uma rua, onde os catadores chegam com os carrinhos abarrotados de latinhas para reciclar, funciona uma das principais bocas de fumo de Porto Alegre. É a esquina das ruas Garibaldi com  Voluntários da Pátria, um dos lugares mais antigos da capital gaúcha.
O movimento é frenético em meio a obras em andamento e prédios abandonados. Pequenos traficantes percorrem as ruas vendendo a droga. As cenas se repetem noite após noite e eles parecem nem se importar com quem passa. A rua é deles.
O crack chegou ao Rio Grande do Sul há 20 anos. Uma reportagem realizada em 1996 mostrou um traficante abordando discretamente o carro onde estava a equipe, sem identificação, e oferecendo a droga. Atualmente, o repórter Fábio Almeida, com uma câmera escondida, não precisou caminhar muito para comprar a droga em plena luz do dia.
Hoje, cada vez mais, o comércio da droga acontece a qualquer hora, em plena luz do dia, sem cerimônia. O mesmo local também é frequentado por mães com crianças no colo ou outras que ainda ensaiam os primeiros passos.
Todo esse comércio de drogas acontece a 300 metros de um dos prédios mais importantes das repartições públicas do Rio Grande do Sul: a Secretaria de Segurança.
A Brigada Militar faz fiscalizações seguidas na área. Os policiais revistaram bares e todas as pessoas que frequentam o local, muitas estão embriagadas e drogadas. Só este ano, em 19 ações na região, as policias Civil e Militar prenderam 35 pessoas.
Especialistas analisam
Estudioso do problema, o cientista social Charles Kieling diz que apenas a repressão policial não é suficiente para acabar com o tráfico. Ele afirma que o Estado tem de atacar as causas do problema e oferecer alternativas para que crianças e jovens possam trilhar outro caminho e, assim, não ficar vulneráveis à ação dos traficantes.
"Quando as coisas começaram a quebrar, a romper, ou seja, quando a criminalidade ganha força porque outras estruturas do estado não souberam trabalhar, aí tem que entrar a polícia para resolver essa situação que o Estado anteriormente não conseguiu trabalhar", aponta Kieling.
A prefeitura de Porto Alegre e o governo do estado têm programas de prevenção e tratamento para atender os dependentes químicos, mas o problema está ficando cada vez mais sério e precisa de ainda mais atenção.

fonte: Portal Globo