segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Você pode estar sendo influenciado sem saber

Descubra por que o meio pode moldar as atitudes de uma pessoa

“Diga-me com quem andas que eu te direi quem és.” Tem muita gente que não acredita nesse ditado, mas, segundo psiquiatras entrevistados pela Folha Universal, as pessoas são influenciadas durante toda a vida: pela mídias que tentam convencê-la a adquirir produtos, pelas novelas que sugerem atitudes, pelos colegas que impõem hábitos ou pelos familiares que as educam. Todos eles afirmaram que, desde criança até a velhice, deve-se escolher bem o meio, os lugares para frequentar e as amizades. Mas, apesar disso, existe uma época de maior vulnerabilidade.
De acordo com o doutor Ivan Mario Braun, médico especialista em psiquiatria e abuso de drogas, a pré-adolescência e a adolescência são esses períodos. “Isso possivelmente tem a ver com o desenvolvimento do cérebro, da personalidade e da necessidade de ser aceito no grupo de amigos com os mesmos interesses e que são considerados ‘legais’ pelos adolescentes”, explica.
Luciana Gomes de Deus, médica psiquiatra, acrescenta que o adolescente precisa de modelos e, por isso, fica vulnerável ao poder da influência. “Quando o jovem tem de lidar com traumas, que podem ser dor, sofrimento, timidez, depressão, perda ou outro sentimento equivalente, e conhece o que chamamos de modelos de ‘oposição’, que são os amigos que bebem que usam drogas, que vão mal à escola, acabam sendo influenciados por essas amizades de forma negativa”.
No entanto, a especialista ressalta que quando o adolescente se torna rebelde por causa dessas influências, essa revolta externada é uma forma de pedir ajuda inconscientemente. “Mas esses jovens que estão se identificando com grupos rebeldes não têm a menor noção que isso está acontecendo, que eles precisam de ajuda”.
Recentemente, o Journal of Adolescent Health divulgou uma pesquisa sobre a influência das amizades em adolescentes e como ela pode estar associada aos vícios de beber e fumar. O estudo confirmou essa interferência e revelou que os adolescentes entre 12 e 17 anos que observam fotos de amigos fumando ou bebendo nas mídias sociais, por exemplo, estão mais suscetíveis a seguir o mesmo comportamento.

Quando o jovem quer se sentir parte de um grupo

O analista de mídias sociais Lucas Gabriel Gomes da Silva, de 20 anos, passou por isso. Ele quis imitar a postura dos amigos e se viciou em drogas por causa das más companhias. “No colégio, eu queria ser popular como os outros garotos e, após um convite feito por um menino, acabei aceitando experimentar a maconha”, conta.
Ele revela que perdeu o pai quando estava com apenas um ano de idade e, por não ter uma referência masculina dentro de casa, se sentia inferior às pessoas. “Quando me drogava, me sentia aceito porque estava entre os populares e temidos do colégio. Íamos juntos para festas e comunidades. Eu imitava tudo o que eles faziam.”
Lucas usou drogas como haxixe, ecstasy e álcool dos 13 aos 18 anos e, por conta disso, chegou ao ponto de morar nas ruas. “Fiquei perambulando sem comer nada durante muitos dias. A droga era minha vida, meu café da manhã, meu almoço, minha janta. Eu não enxergava solução e até tentei o suicídio”, desabafa.
Em meio ao desespero e às alucinações, o pouco de consciência que restava em Lucas elevava o pensamento dele a Deus. “Eu era de família evangélica, conhecia a Bíblia. Então, me lembro de uma noite em que estava sóbrio e pedi em oração uma ajuda para sair daquela situação miserável”, lembra o rapaz.
Na noite seguinte, ele notou um grupo de jovens evangelizando as pessoas na rua. Um deles se aproximou e o convidou para ir à Universal. Para Lucas, aquela era uma resposta de Deus. “Eu senti que estava sendo atendido, não pensei duas vezes e fui à palestra. No primeiro dia já me senti melhor e a vontade de consumir drogas foi diminuindo”, diz.
Para conseguir mudar, ele teve que se afastar de quem o influenciava negativamente. “Perdi contato com todos aqueles ‘amigos’ que tinha. Aprendi a ter personalidade e a tomar decisões com a minha razão. Além disso, hoje sou uma pessoa que prioriza a fé e faço questão de ser um bom exemplo, uma boa influência para todos que estão ao meu redor”, relata.
Segundo o psiquiatra Ivan Braun, as pessoas devem aprender a dizer “não” quando houver pressão para que usem drogas ou tenham algum comportamento inadequado. “Adolescentes com autoestima elevada têm mais facilidade para dizer ‘não’ sem medo de serem recusados, por isso é importante que os pais deem atenção ao filho”, afirma.
O especialista ainda destaca que a atitude dos pais pode diminuir a possibilidade do adolescente se expor às más influências. “É importante que eles combinem horários em que o jovem pode sair e deve voltar. Também é essencial saber se ele ou ela está tendo bom desempenho escolar e profissional e conversar com frequência, de modo aberto, para conhecer seus problemas e dificuldades”, conclui.
Além disso, a psiquiatra Luciana Gomes deixa um alerta a todos: “Somos constantemente influenciados pelo mercado, pelas pessoas e pela sociedade em geral. Por isso, é importante buscar ter princípios e estabelecer um juízo de valor muito claro para não deixar que sua vida seja direcionada pelo interesse alheio”, completa.
5 Dicas para se livrar das más influencias
- Aceite que seus pais queiram conhecer seus amigos, professores e os pais de seus amigos, que saibam de suas notas na escola e controlem seus horários.
- Converse com seus pais sobre seus problemas escolares e de relacionamentos.
- Evite amizades de pessoas que usam drogas, que bebam ou que tenham comportamentos que demonstram ausência
de caráter.
- Faça atividades físicas, busque um esporte que seja do seu gosto e o pratique.
- Se envolva com grupos na sua igreja, como, por exemplo, o Força Jovem.
 
           FONTE: FOLHA UNIVERSAL

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Luta contra o crack: jovens contam suas histórias para inspirar outros usuários a deixar o vício


Clarissa Monteagudo
 
A esperança de Taiciane nasceu com 2,645 quilos e 45 centímetros. Araceli ou Flávia? Ela ainda escolhe o nome da filha, enquanto dobra as roupinhas vermelhas e mostra o seio “cheio de leite”. Taiciane é usuária de crack. Gosta de estar dentro da maternidade, onde jura não sentir a falta da droga. Sairá direto para outro refúgio: a casa da irmã, na Zona Oeste. Precisa estar longe da cena de uso, a Praça do Jacarezinho, onde o companheiro, Flávio, ainda perambula.
— Eu não tive sonhos, mas minha filha não vai viver esse caminho. Ela merece ser cuidada — conta a menina que perdeu a mãe, também usuária de drogas, aos 13 anos.
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- Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Aos 27, Taiciane Silva vive um momento crucial. De acordo com Diana Ribeiro, coordenadora do programa Proximidade, da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social, o nascimento de um filho pode ser a âncora que leva um dependente químico a enfrentar seus fantasmas. E resgatar sua vida:
— A droga traz alívio, mas não resolve as frustrações. É o sentimento de tapar vazios, mas, quando passa o efeito, os problemas estão lá. Existem muitos mitos sobre o crack: que, uma vez experimentando a droga, a pessoa vai morrer, não tem jeito. Não é verdade. Mas é preciso voltar e enfrentar os motivos que a levaram até ali. Tem que desatar o nó.
A realidade dos usuários não é cor-de-rosa, como um quarto de bebê. Mas exemplos como do universitário Hildegard de Paula Parães, de 26 anos, mostram que há vida, e muitos sonhos possíveis, para quem um dia viveu os horrores do vício. E hoje se mantém abstêmio. Em julho de 2013, após uma via-crúcis, ele procurou a Associação Solidários Amigos de Betânia, na Freguesia, em Jacarepaguá. O estudante de Direito tinha virado morador de rua por causa do crack. Fez o tratamento de desintoxicação e hoje conclui o quinto período do curso. Ele não tem medo de contar seu passado.
— Há preconceito, mas não vou esconder minha história. Quero dar meu testemunho. Ele pode ajudar muitas outras pessoas — decreta, com ares de herói, na luta diária pela vida.
Hildegard agora sonha concluir a faculdade de Direito
Hildegard agora sonha concluir a faculdade de Direito Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Aos 9 anos, o pai assassinado em Duque de Caxias. Sozinha com dois filhos, a mãe decide recomeçar a vida em Minas Gerais. Na estrada, o veículo que leva a mudança bate. Toda a bagagem da família é perdida. O menino Hildegard só consegue resgatar sua chuteira. Era de marca. Na cidade mineira de Frutal, a droga acabou sendo o refúgio do garoto tímido, que sonhava ser popular na escola e apagar a saudade do pai.
Primeiro, o álcool, depois a maconha e a cocaína. Quando o pó deixou de surtir o efeito desejado, o jovem experimentou o crack. Escondido. Na época, cursava o quinto ano da faculdade de Direito. Não conseguiu concluir o curso. Envergonhado, veio para o Rio na esperança de apagar o passado. Mas não conseguiu se livrar das drogas. Virou morador de rua:
— Passei muita fome. Comi do lixo de lanchonetes. Hoje, volto à instituição que me recuperou, Betânia, para falar a outras pessoas que é possível sair do mundo da escuridão para a luz. Eu determinei que não vou mais usar drogas. E eu tenho sido o meu herói todos os dias.

FONTE: EXTRA.GLOBO.COM

Quando o esporte combate as drogas

Mais de 5 mil jovens participaram de evento do Força Jovem Universal em São Paulo

Não é de hoje que o Força Jovem Universal (FJU) tem realizado um incessante trabalho contra as drogas. Todos os anos são promovidas inúmeras ações para conscientizar a juventude brasileira.
Por isso, o FJU do Estado de São Paulo realizou na tarde do dia 26 de julho o “Futshow Saiba Dizer Não”, evento com apresentações de dança, bandas, partidas de futsal e uma boa dose de conscientização.
A primeira edição do Futshow na capital paulista mobilizou mais de 5 mil jovens no ginásio poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo, e contou com a participação do bispo Marcello Brayner, coordenador nacional da FJU.
Diversos jovens que participaram do evento relataram que já foram reféns dos vícios, como foi o caso da estudante Laura Cristina Lopes, de 22 anos. Ela disse que só se sentia feliz quando fumava maconha. “Eu usava a droga para conseguir dormir, sentia um vazio muito grande”, contou.
Durante o evento, o bispo falou da dificuldade de acabar com as drogas no País. “Por mais que as autoridades, os pais e até mesmo nós, do Força Jovem, lutemos, a droga não terá fim. A luta é individual, mas mesmo assim precisamos levar essa consciência para quem está ao nosso redor. A liberdade está em Deus”, explicou o bispo.
Hoje, livre das drogas, Laura revelou que ajudar na ressocialização dos jovens é muito gratificante. “Fico muito feliz de poder ajudar as pessoas a sair de uma vida em que um dia eu estive, pois se fosse bom não se chamaria droga”, concluiu a jovem.
O evento já aconteceu em Franca, interior de São Paulo, e segundo a coordenação do grupo no Estado, deve acontecer na capital paulista novamente em outubro.

FONTE FOLHA UNIVERSAL

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Morre, aos 22 anos, Bobbi Kristina Brown, filha de Whitney Houston

A jovem estava internada em Atlanta em uma hospital por conta dos danos cerebrais sofridos após um coma induzido

 

 postado em 26/07/2015 22:34

AFP
Bobbi Kristina Brown, filha da cantora Whitney Houston, morreu, aos 22 anos, em um centro de internação em Atlanta, nos Estados Unidos. Ela estava internada desde 24 de junho para tratamento após sofrer danos cerebrais causados por ter ficado em coma induzido depois de ter sido encontrada submersa em uma banheira do hotel Beverly Hilton, em 31 de janeiro, resultado de uma combinação de drogas e álcool. Na época, o caso lembrou a morte da mãe em uma situação semelhante, em 11 de fevereiro de 2012. A informação é do site TMZ.

Bobbi tentou seguir a carreira artística, porém, não teve o mesmo brilho que a mãe. A filha de Whitney com o rapper Bobbi Brown era uma personalidade de televisão norte-americana, tendo participado de diversos realities shows, incluindo The Houstons: On our own, série que documentou o dia a dia da família após a trágica morte de Whitney.

As semelhanças entre mãe e filha se estendem também no relacionamento polêmico com seus parceiros. São bem documentados os problemas conjugais entre Houston e Bobby Brown - vício em drogas, infidelidade e acusações de agressão. Bobbi Kristina Brown e o marido Nick Gordon também tiveram de responder por controvérsias no relacionamento.

A principal delas diz respeito ao fato de Nick Gordon ter sido criado pela família Houston desde os 12 anos. Quando se conheceram, ainda crianças, Bobbi se referia a Nick como seu "irmão mais velho". Após terem noivado, em 2012, o casal chegou a ser acusado de ter uma relação incestuosa, ao que Bobbi respondeu: "Estou cansada de ouvir as pessoas dizem que estou noiva do meu irmão, ou sobre o que Whitney diria se estivesse viva. Deixem-me esclarecer uma coisa: nós nem somos irmão e irmã de verdade e ele nem é meu irmão adotivo. Minha mãe nunca o adotou", escreveu na página pessoal do Facebook, antes de concluir: "Foi a minha mãe que disse que sabia que nós iríamos ficar juntos. Ela me conhece melhor que qualquer um de vocês".